Lúpulo

Humulus Lupulus, da família das Canabidácias, uma planta trepadeira que traz a nossa cerveja um caráter muito especial. Originário de lugares mais frios, como Europa e América do Norte essa planta provém à cerveja aromas, gostos e amargor bem característico. Há mais de 100 variedades dessa planta e cada uma delas carrega diferentes características.

A planta gera machos e fêmeas, porém, somente o “cone” das fêmeas têm as propriedades necessárias para a produção de cerveja. Nela contém uma substância chamada lupulina, que traz óleos e resinas utilizadas no preparo da bebida. As mais de 100 variedades trazem quantidades diferentes de resinas e óleos essência, portanto, diferentes tipos de lúpulos produzem diferentes tipos de cerveja.

Há registros do uso de lúpulo desde 1000Ac, mas, em 1067dc, uma freira alemã começa a usar como conservante natural para a bebida. Isso mesmo, além de amargor e aromas, ele age como agente bactericida fazendo durar mais tempo.

Normalmente lúpulos de alto teor de resina são usados na fervura da cerveja por conterem mais alfa-ácidos levando mais amargor e, ao final, usa-se lúpulos com maior teor de óleos essenciais, que conferem aromas a bebida. Para aumentar ainda mais a presença de aromas provenientes do lúpulo, podemos usar o Dry Hoppy, ou adição tardia navv maturação da cerveja, trazendo assim ainda mais vivacidade da planta na bebida.

Hoje, Alemanha e Estados Unidos são os maiores produtores da planta, que é utilizada em diversas áreas, como a de cosméticos, medicinal, fitoterápicos, alimentício, entre outros.

No Brasil, estudos realizados em lugares mais frios, buscam progredir na plantação e produção em escala da planta. Alguns avanços foram feitos e quem sabe em pouco tempo não teremos uma cerveja feita com lúpulo 100% nacional?! Saúde!