A consciência do bem-comum

concepção de superioridade do homem em relação à natureza leva a falsa ilusão de que podemos usufruir dos recursos naturais de maneira desenfreada, de forma que atenda à demanda de todos a qualquer custo. Entretanto, tratando-se de um bem comum, os recursos naturais devem ser consumidos de forma a atender uma demanda coletiva, e não individualista.

Quando a educação ambiental está presente no discurso dos diferentes setores da sociedade, é porque há um reconhecimento generalizado de que há problemas, e graves, com o meio ambiente. Melhor dizendo, na maneira como o ser humano se relaciona com a natureza. Vivemos em um momento bastante propício para a educação ambiental atuar na transformação de valores nocivos que ocasionam o uso degradante dos bens comuns da humanidade.

Percebemos, cada vez mais, os jovens manifestando alguma inquietude e com aproximação com a questão ambiental. Não é difícil se deparar com uma situação na qual os adultos é quem são questionados por seus comportamentos. Por exemplo, quando os filhos questionam a geração de resíduos da casa, propondo medidas que a família poderia adotar, em conjunto, para que houvesse uma menor geração de lixo.

Portanto, o papel dos pais é fundamental para fortalecer os valores relacionados à questão ambiental. No caso do exemplo citado, elogie a iniciativa do jovem e o questione sobre a origem daquelas indagações. Perguntas como “Mas por que eu tenho que separar meu lixo?”; “Como que eu faço isso?”; “Por que isso é importante?”; são  perguntas que incitam os jovens a tomar consciência da questão ambiental e à buscar mais informação sobre o assunto.

Rodrigo Semeria Ruschel é engenheiro ambiental, doutorando do programa Ambiente e Sociedade pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais – NEPAM da Unicamp e atua como consultor na área técnica de meio ambiente e em projetos socioambientais e educacionais na empresa Sustentta Habilidades e Soluções.