Educar para crescer

Nos últimos meses conheci histórias de famílias que, embora diferentes nos detalhes, eram muito semelhantes em um aspecto geral: pais, filhos e netos vivendo em situação precária por causa da falta de emprego. E mesmo aquelas que tinham a sorte de ter um membro da família com renda, o valor não era suficiente para sustentar o número de pessoas.

Encontrei em Campinas, em Guarujá, em Monte Mor, em Santos…por onde eu andava conhecia famílias que tinham seis, sete, oito filhos. E cada um desses filhos também teve mais cinco, seis, descendentes. Meninas que foram mães pela primeira vez antes mesmo de terem a chance de fazer uma festa de debutante. Como, então, sair desse círculo de pobreza? Como, na sua segunda e terceira geração uma família pode almejar um futuro melhor, quando o número de bocas para alimentar só cresce e o rendimento fica cada vez menor? A resposta é simples, embora complicadíssima de executar: a educação.

Salvar o futuro dessas famílias, dessas crianças, depende justamente em ensinar o valor do futuro. A educação vai muito além de apenas ensinar a ler e a escrever. Ela parte também do princípio de inserir aquele indivíduo na sociedade, de despertar a consciência de cidadão, de mostrar que a prevenção e o planejamento são a chave para uma mudança de vida. A partir do momento em que essas pessoas sabem o valor de uma formação acadêmica e profissional, que elas aprendem a fazer um planejamento familiar, tudo muda. Porque elas vão saber até onde podem chegar. Vão saber cobrar seus direitos. Não é mágica. É apenas ensinar. Esse é o caminho para crescer.