O queijo e a cerveja

Quem não gosta de sentar e apreciar um bom queijo e a cerveja favorita? Os estilos mais diversos casam perfeitamente com os mais variados tipos de queijos e as combinações são surpreendentes. Harmonizar queijo e cerveja já é sabido, mas, e se misturarmos os dois? Dá certo?

Dá e muito! O encontro pode começar na alimentação dos animais leiteiros, com o uso de bagaço de malte utilizado na fabricação de cervejas e, um passo adiante, a utilização da cerveja pronta na produção do queijo.

Cervejarias belgas, francesas e alemãs já utilizam dessa técnica há muito tempo, criando produtos novos e com as características das suas cervejas. Monges de ordem Trapista já usavam as cervejas produzidas nos monastérios na fabricação de queijos, que serviam a eles e também aos viajantes, que pousavam nesses locais.

O líquido pode ser adicionado diretamente ao leite, participando diretamente na fabricação do queijo. Pode também ser utilizado no processo de lavagem da massa, de forma semanal, ou ainda em uma fase final da fabricação, onde este é embebido na cerveja, que promove hidratação e traz, a ele, as características dela.

Em território nacional, recentemente, o projeto chamado BRÄUKÄSE, do alemão “Queijo cervejeiro”, fruto de uma parceria entre a mestre-queijeira Maristella Nicolellis e o Beer Sommelier Daniel Martins, tem como objetivo criar queijos com características de cervejas produzidas em terras tupiniquins, como o queijo serrinha do Brière, que conta com uma versão nova do famoso queijo Serra do Lopo, produzido a partir do leite de cabra e búfala pasteurizado, somado a 20 banhos na cerveja Lógica Absurda, uma Berliner Weisse com ameixa e framboesa, da cervejaria Tupiniquim, oriunda do sul do nosso país, mais especificamente,  Porto Alegre.