Renovação e gratidão

É natural do ser humano buscar novos começos. O fechamento de um ciclo sempre é marcado de maneira festiva – como nos aniversários – ou de maneira reflexiva, como acontece quando um ano termina. Sempre avaliamos tudo o que passou e fazemos promessas de melhorar pelos próximos 365 dias. Mas eu acredito que exista ainda outro grande sentimento que nos permeia nessas mudanças: a gratidão. Cada vez mais nos vemos na posição de mais agradecer do que pedir.

Em minha profissão, tenho a oportunidade de ajudar as pessoas e recebo muito mais do que posso oferecer. São lições de vida que não tem preço e que me ajudam a tornar não só a minha vida, mas a das pessoas ao meu redor, bem melhor. Conseguimos, com a ajuda de empresários e pessoas que se comoveram com as histórias, realizar o sonho de 50 famílias em 2017. Centenas de pessoas foram impactadas com essas ações do bem. Foi a alegria da MC Teté, moradora de Sumaré que compõe funks e espalha sorrisos por onde passa, em recuperar a auto estima; quem também recuperou o prazer de se olhar no espelho foi o Júnior, que perdeu a visão quando ainda era criança; Telma, Maria de Fátima, Janayna, mulheres que têm em comum a força de ancorarem suas famílias e de manterem a esperança mesmo diante de uma mesa e geladeira vazias.

Isso sem falar nas mais de 20 organizações sociais que visitamos. Projetos movidos por gente corajosa e bondosa, tentando manter um oásis num deserto de oportunidades. A maioria dessas ONGs funcionam nas periferias, locais que mais sofrem com a falta de estrutura. E isso também acompanhamos. Percorremos 35 bairros da região de Campinas e do Litoral de São Paulo, mostrando os absurdos que uma má gestão do dinheiro público causa: ruas esburacadas, asfalto que se desfaz, falta de atendimento médico, medicamentos e até de creches.