Qual o melhor momento para falar sobre dinheiro com o seu filho?

Aprender decorre da consciência de transformação, dando oportunidade para que novos valores sejam incorporados ou que haja a possibilidade de reestruturação de conceitos previamente estabelecidos. A educação financeira acontece da mesma forma, trabalha na formação do cidadão consciente e cabe aos pais serem os agentes construtores nesse processo.

Eli Borochovicius é professor de finanças da PUC-Campinas

Para as crianças de 8 a 10 anos de idade, é possível que os pais adotem a “semanada” para que aprendam a administrar os recursos em um ciclo curto, proporcional às suas capacidades de compreensão e organização. Para receberem a semanada, no entanto, devem executar tarefas simples, como arrumar a mala, fazer a cama e manter o quarto em ordem. No descumprimento da tarefa, suas receitas devem ser afetadas.

A premissa é que os filhos tenham aprendido a se organizar e então, dos 11 aos 13 anos, é possível adotar a “mesada”, mas a contrapartida é também o aumento na carga de responsabilidades.

Dos 14 aos 17 anos, as crianças já possuem consciência financeira e podem participar do orçamento familiar, se não com receitas, com a redução das despesas, evitando o desperdício de recursos naturais.

A partir dos 18 anos, os filhos podem ajudar com uma pequena parcela da receita da família, buscando suprir parte de suas próprias despesas. Se desperta para a consciência social, reduz a possibilidade do consumismo exagerado e compreende-se que o ser é mais importante que o ter.