Jardinagem ensina aspectos sociais e saudáveis para as crianças

Contato com o meio ambiente, através de jardins e hortas, ensina a importância da sustentabilidade, alimentação saudável e responsabilidade

Em meio a um mundo moderno com acesso fácil à tecnologia, ambientes cada vez mais fechados e menos verde no dia a dia, mexer com a terra pode trazer benefícios surpreendentes para as crianças. Não é à toa que muitos enxergam a prática como uma terapia infantil.

“Desde cedo é essencial que as crianças tenham contato com o meio ambiente. Através de práticas como o plantio e o cultivo de plantas e hortaliças, as crianças aprendem sobre alimentação saudável, os recursos necessários para o desenvolvimento das plantas e, mais do que isso, elas vêm a necessidade e importância do cuidar, fazendo uma associação do que é necessário para cuidar de um jardim e delas mesmas”, explica Michele Fonseca, coordenadora pedagógica do Objetivo Barão Geraldo.

Valores comportamentais como trabalho em equipe, colaboração, empatia e paciência são estimulados durante todo processo da jardinagem e horta que envolve a preparação da terra, o plantio da semente, a irrigação e o acompanhamento frequente, desenvolvendo também um senso de responsabilidade. No dia a dia da escola, oficinas como essas que trabalham o conviver, brincar, participar, explorar e expressar, oferecem condições para a criança viver a sua infância de maneira ativa e questionadora, estimulando a sua curiosidade.

De acordo com a pedagoga, quando a criança é colocada desde cedo em contato direto com o meio ambiente, ela aprende sobre a importância de preservá-lo. Segundo ela, os benefícios não param por aí. Além dos aspectos sociais, o cultivo de hortaliças, por exemplo, ajuda a criança a ter interesse sobre a utilização dessas verduras em sua própria alimentação, despertando hábitos saudáveis e nutritivos. “Esse trabalho não deve permanecer somente na escola. É importante que os pais contribuam para o processo, envolvendo a criança em atividades semelhantes em casa, desde o plantio de pequenas hortas possíveis de serem cultivadas até mesmo nas varandas dos apartamentos, até o desenvolvimento de hortas comunitárias”, orienta Michele.