A volta do veludo

O veludo é a estrela do Inverno 2017 – tanto na moda quanto na decoração. Apesar de ter voltado no ano passado, contudo, é nessa temporada que ele pegou de vez.

A origem do nome vem do latim “vellus”, que significa “pelo” ou “pelo em tufos”. Natural da Índia, originalmente era feito em teares manuais a partir da fibra da seda. Depois, começou a ser produzido na Itália, nas fábricas de Veneza, Florença, Gênova e Milão. É um tecido de trama densa com textura macia e suave. Além das fibras naturais, como seda, linho e algodão, pode ser feito com fibras sintéticas.

Conquistou a nobreza que o elevou a categoria de luxo, surgindo em vestidos, casacos e acessórios. No final do século XIX, tornou-se obrigatório em vestido de festa. Desapareceu por algumas décadas até ressurgir entre os anos 60 e 70 em ternos, casacos, calças e saias e casacos. Na decoração, ganhou espaço como revestimento de poltronas e cortinas. Nas décadas seguintes, conforme se popularizava, foi perdendo espaço para tecidos mais exclusivos. Há alguns anos, ele voltou a ser usado nas passarelas da Valentino, Gucci e Givenchy. Depois, ele ganhou espaço nas Fast Fashion em versões de vestidos curtos para o dia, shorts, camisas, sapatos e bolsas. Ao mesmo tempo, foi redescoberto na decoração.

A arquiteta e designer de interiores Roseana Monteiro revela que o veludo nunca deveria estar na moda ou não, pois é um clássico. A grande vantagem do veludo é que se trata de um tecido atérmico, não é quente, nem frio. Acompanha as variações de temperatura causando conforto.

Os tipos mais comuns de veludo são:

Liso: também conhecido como veludo alemão, feito de seda ou de algodão. É bem liso e brilhante, de aspecto sofisticado, perfeito para roupas de festa.

Cristal: é um veludo liso, brilhante, leve e macio. Em geral, é feito de fios de seda e funciona para vestidos e saias que precisam de movimento.

Molhado: o brilho lembra o veludo cristal, mas a superfície é irregular. A fibra desse material é prensada em várias direções, resultando em uma aparência cintilante, como se o veludo estivesse molhado.

Devorê: é um processo químico que corrói o tecido e o deixa com desenhos em relevo. A padronagem em fundo fino e semitransparente formam desenhos de flores e arabescos.

Cotelê: sua base pode ser o algodão ou algum fio sintético como o poliéster ou o raiom e ainda ter elastano em sua composição. Com trama felpuda é cortado de forma a produzir riscas verticais, que podem ser fininhas ou largas.