Normcore – Menos é mais!

A combinação jeans+camiseta, usada com tênis ou sandálias leves do passado, ganhou um nome: normcore. Junção de “normal” + “core” (do inglês, centro ou cerne), numa tradução livre “centro do normal”, ou seja, quem escolhe roupas sem se preocupar com tendências ou seguir o código da tribo.

Estilo Abril 2017

O estilo não é novo, mas o termo foi criado pela empresa de pesquisa de mercado K-Hole, para designar pessoas que não querem seguir uma moda específica. Elas escolhem roupas porque gostam de car confortáveis (pense na moda casual com uma pitada de estilo). Dizer que uma pessoa é normcore é afirmar que ela não segue tendências, tem um estilo próprio.

Pode até usar um modismo, mas não com o objetivo de fazer ‘look do dia’ como uma trendsetter. Sabe aquela amiga que usa um acessório ou uma roupa, pela vontade de usar, sem se importar se vai contra ou a favor da moda e com peças encontradas num bazar ou num brechó? Se ela gosta, é o que importa.

Continuamente, a K-Hole faz pesquisas sobre movimentos e modismos (ou, como preferem alguns, tendências de moda) para ajudar as marcas de roupa a pensar no futuro. Dessa forma, a empresa percebeu que artigos considerados “alternativos” cresceram em uma velocidade além do normal e criou o termo “normcore”, que se refere aquele cara que percebe algo novo, mas usa de maneira não-linear, porém “normcore” não tem nada a ver com minimalismo.

Já o estilo minimalista é caracterizado pela simplificação das formas e cores mais neutras, mas, com modelagens muito sofisticadas. Limpa a imagem do excesso, mas aumenta sua preocupação com a concepção do produto. Uma camisa branca de alfaiataria Jil Sander não é a mesma vendida na Renner, por exemplo.

Na primeira, a busca por uma linha, corte, modelagem, acabamento e detalhes são muito apuradas. Uma peça minimalista exige um alto grau de conhecimento técnico de quem produz. Na moda, os japoneses foram os principais representantes desta escola nos anos 1990. Nos anos 2000, foram os belgas.

O ‘normcore’ é outra coisa. Ele se aproxima do conceito do ‘conforto’ ou do funcionalista – a roupa tem uma simples função: vestir.

Fotos: Normcore_@_divulgação