Beleza perfeita não existe

Barbra Streisand e Bette Midler são atrizes e cantoras americanas que ficaram famosas nos anos 60 e 70, respectivamente. Além do talento e do carisma, elas conquistaram legiões de fãs por algo, hoje, impensável para uma estrela do cinema ou da música: eram mulheres de beleza comum, que alguns poderiam classificar como feias. Porém, ambas tinham uma qualidade rara: autoestima elevada e um ego potencializado.

O conceito clássico sobre beleza perfeita é o rosto milimetricamente simétrico e harmônico. Sabe aqueles traços que Deuses da Beleza, como Afrodite ou Apolo foram retratados? Este é o rosto perfeito, não importando a raça.

“Não existe mulher feia. Existe a mulher sem dinheiro”. Quem nunca ouvia essa frase? Ela é um erro. Claro que o dinheiro dá o acesso a diversos tratamentos de beleza, mas, quem disse que mulheres com o rosto cheio de botox, boca inchada de colágeno e sem expressão é bonita? Acredite, esses procedimentos estéticos têm um custo bem alto, que, sinceramente, nem sempre funcionam.

Uma vez que poucos nasceram com a beleza clássica e rosto simétrico, a gente pode dar um jeito nisso, reconhecendo suas potencialidades. Pense assim: beleza é harmonia, que só é possível quando a autoestima é trabalhada. Olhar- se no espelho e, entender que, mesmo que a natureza não deu nariz aquilino, sobrancelhas arqueadas, lábios grossos, maçãs do rosto pronunciadas, gorduras a menos (ou a mais), cabelo liso demais ou crespo de menos, a gente se gosta, se cuida, se banha, se perfuma, passa um lápis nos olhos, batom para colorir os lábios, prender o cabelo com uma presilha bacana ou usar um chapéu, escolher uma roupa limpa e bem passada e, principalmente se munir de muita con ança para encarar as adversidades do mundo de cabeça erguida.

Beleza é entender que você é bacana e em nome desta verdade, não se sabota nem em pequenos detalhes, como sair de casa com cueca ou calcinha rasgada, acreditando naquela máxima errada: “ah, ninguém vai ver mesmo!”. Se você não tem dinheiro para substituir suas roupas velhas por novas, uma linha e agulha resolvem facilmente este problema.

Voltando a Barbra Streisand e Bette Midler. Além da autoestima trabalhada, elas tinham outras coisas em comum: acreditavam no seu potencial, focaram nos seus objetivos, foram muito persistentes e extremamente ambiciosas para conseguir sucesso e dinheiro. E, um item fundamental: um superego para reconhecer seus talentos!