Highlights da Semana de alta costura Spring 2017

Abrindo a temporada internacional, a Semana de Alta Costura de Paris apresentou as coleções Spring 2017. É o alto luxo, momento de sonho e desejo para poucas selecionadas clientes que podem pagar U$ 1 milhão num vestido com aplicações de pedras preciosas. Confira os Highlights da semana.

SCHIAPARELLI: Desfile que celebra os 90 anos da Maison criada por Elsa Schiaparelli, trouxe alguns ícones da grife que introduziu o bom humor e conceitos de arte na moda nos anos 20. Assinada por Bertrand Guyon, a coleção acerta na alfaiataria com influência chinesa. Destaque para a atualização das estampas de lagosta, fendas, rostos simétricos e opostos, e buraco de fechadura.

DIOR: Um labirinto quase impenetrável, como um jardim secreto. Esta é a imagem que guiou a estilista Maria Grazia Chiuri que fez sua estreia na coleção de Alta Costura. Fascinada pelas múltiplas interpretações que esta forma arquetípica inspirou através dos tempos, ela percebeu que sua aventura nas entranhas do mundo Dior parecia com uma entrada em um labirinto, cujo caminho é polvilhado por flores, plantas e imagens alegóricas que fazem parte da iconografia dos lugares. Assim, a renda é desconstruída e refeita em organza e os tules plissados com cores de conto de fadas são sobrepostos em composições ao mesmo tempo leves e majestosas.

CHANEL: Numa releitura da escadaria da Rue Cambon, o desfile Chanel começou com os clássicos tailleurs em tons pastel e cinturas marcadas. Apesar de uma peça quase centenária, é curioso como Karl Lagerfeld consegue mantê-la interessante. A prata domina os modelos de festa, bordados com cristais e plumas nas barras e ombros. Estreando na passarela, Lily-Rose Depp, filha de Vanessa Paradis e Johnny Depp fecha a apresentação usando um look noiva rosa.

VALENTINO: Além da estreia de Maria Grazia Chiuri, como a primeira mulher diretora criativa da Dior, a temporada celebra o trabalho solo de Pierpaolo Piccioli. Para a temporada, a grife apostou em etéreos vestidos que fugiram da regra dos modelões de festas, principalmente pelos volumes e formas sem marcar a cintura. Aplicações de cristais no chiffons sobrepostos com tule dividiram espaço com plissados amplos e delicados.

ELIE SAAB: O Egito foi a fonte de inspiração de Elie Saab, fazendo um tributo ao glamour das décadas de 40 e 60 com modernas reinterpretações dos ícones femininos de cada período. São formas que recriam padronagens e linhas arquitetônicas em vestidos longos e mídis volumosos num elaborado bordado de cristais aplicados no tule ilusion, renda e mousseline. Enquanto algumas silhuetas eram suaves com delicados tecidos drapeados em volta aos ombros, outras revelavam uma parte das costas e destacavam a beleza do pescoço. Os tons são nuances de cinza, azul, branco e nudes que Elie Saab aproveita para invejar luz e cor, como se fossem colorir antigas fotografias em sépia.