Meu filho tem deficiência. E agora?

Receber a notícia de que seu filho tem algum tipo de deficiência, é algo inesperado e doloroso. Deborah soube que sua filha tinha cardiopatia ( doença que acomete o coração) na 30ª semana de gestação. O médico solicitou um exame detalhado, já que o bebê foi gerado por fertilização in vitro. Além de correr risco de morte, havia a suspeita de síndrome de down.

No nascimento veio a confirmação: Helena é down. As pessoas com a síndrome, ou trissomia do cromossomo 21, tem 47 cromossomos em suas células ao invés de 46, como a maior parte da população. Eles têm  características semelhantes e estão sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

Amparada pelo marido, a mãe correu em busca de ajuda médica. E agora, o que fazer?  Correram em busca de informações e tratamentos adequados. Aos seis meses ela passou por uma cirurgia, devido à cardiopatia. Foi feita a reparação de  uma comunicação entre os atrios e os ventrículos do coração.

Aos dois meses de vida, Helena já fazia fisioterapia. Aos seis iniciou a terapia ocupacional e fonoaudiologia. Uma rotina intensa, porém necessária.

Helena é uma sorridente e ágil menina, dessas que cativam com sua meiga presença. Vestida com roupas coloridas e acessórios combinando, ela chama a atenção por onde passa. Deu seus primeiros passinhos com quase dois anos e esboça suas preferências, indicando que em breve deve começar a falar. Adora música e é receptiva à ajuda que a pedagoga  dá diariamente para seu desenvolvimento cognitivo.

Tamanho esforço vale a pena. Reabilitar o quanto antes faz a diferença. Hoje Debora retomou suas atividades profissionais – ela é professora de redação  e dedica o tempo que tem para a filha. Um vínculo de amor e cumplicidade que fica visível pelas imagens.

Helena e Debora, dupla que encanta!