Cervejas azedas!

Não, você não leu errado, é isso mesmo, cervejas azedas. Sour, Wild Ale, Lambic, Berliner Weisse, Oud Bruin, Gose e Flandres são alguns dos estilos que tem por característica notas acéticas, avinagradas, azedas, lácticas, entre outras. São cervejas extremas e que exigem um paladar preparado para degustá-las. Porém, a complexidade de sabores e aroma que uma cerveja desse estilo pode proporcionar levará você a outro universo cervejeiro. Em alguns tipos de cervejas esse “azedinho” é considerado um defeito, mas, nesse caso é o grande diferencial.

Os principais agentes são as bactérias selvagens que se encontram no ar e em contato com o mosto cervejeiro trazem essa nota rústica a bebida. Podem-se adicionar frutas mais ácidas ao mosto e também acondicionar as cervejas em barris de madeira para evidenciar ainda mais essa característica. Quando bem inseridas e trabalhadas, podem ser uma experiência única.

Hoje, com o avanço tecnológico, podemos produzir esse tipo de cerveja de diferentes formas. A fermentação espontânea do mosto continua sendo muito utilizada, no entanto, o controle desse tipo de bactéria característico está sendo produzido em laboratório e inserido de diversas maneiras nas cervejas. Podemos fazer ‘mix’ de diferentes leveduras (Lactobacillus, Brettanomyces), usar frutas e blends de distintas safras para chegar ao resultado esperado.

Muito tradicionais na Bélgica e cultuadas por seus moradores, as “azedinhas” são cervejas leves e refrescantes, ideais para o verão brasileiro. Nessa edição da Revista Prado, faço referência específica  da Sour Mind, da cervejaria Dogma de São Paulo. Uma Berliner Ryesse feita com centeio, suco de manga e goiaba. Leve, refrescante e fácil de beber. Harmoniza com saladas, frutos do mar e até sobremesas. Caretas a parte, não deixe de provar esse estilo que fará você sorrir! Quer saber mais sobre essa outras cervejas azedas, na loja Mestre-Cervejeiro.com Campinas você encontra muito mais informação sobre esse tipo.