Nós somos a mudança que o Brasil precisa

Por Paulo Mansur

#Fazerobem

Em um Estado ideal, o cidadão só precisaria gastar com serviços particulares se quisesse. Tudo o que ele pagasse de impostos seria revertido em atendimentos de qualidade na saúde, na educação, no transporte público, na segurança.

Porém, a realidade é bem diferente, as situações citadas só existem na teoria e não na prática. Diante desse cenário, vimos florescer cada vez mais o terceiro setor. Entidades sem fins lucrativos sustentadas pela bondade de membros da sociedade e empresários.

Elas suprem o espaço deixado pela falta de eficiência do Governo e oferecem serviços básicos que a população mais carente não consegue encontrar na rede pública.

Durante mais de um ano do programa “A Voz da População”, conheci entidades que fazem seu papel na hora de melhorar a sociedade. A Semear, dirigida pelo meu querido amigo Ezequiel; a ABBA, no Jardim Eulina, tocada por um cara de grande coração, o Fred.

A Casa da Criança Paralitica, a Adacamp, a Ação Forte; exemplos não faltam (e para ver todo esse trabalho é só acessar nosso canal do youtube: youtube.com/avozdapopulacao). E além de toda dedicação a boas causas, essas instituições também tem em comum um outro ponto: a dificuldade financeira. E diante do atual cenário político do nosso país, isso me causa uma grande revolta.

É incrível ver como em tão pouco tempo tantas manobras, tantos mandos e desmandos têm sido feitos apenas com o objetivo de desestabilizar nosso Estado democrático e perpetuar a prática da corrupção. Fico espantado com a facilidade e a rapidez com que as decisões são tomadas.

Enquanto eu escrevo esse texto – e possivelmente enquanto você lê – o ex-presidente Lula já deixou de ser ministro umas dez vezes. Quando a presidente decidiu empossá-lo, tudo foi resolvido em menos de 24 horas. Aí eu me pergunto onde está essa rapidez quando o povo precisa?

Quando uma associação pede para ser parceira da prefeitura e receber ajuda financeira pode passar DOIS ANOS sem resposta. Isso mesmo, vinte e quatro meses sem saber. Olha a diferença!

Não quero aqui defender A ou B, esquerda ou direita, o que quero defender – o que defendo todos os dias – é o povo brasileiro. Por isso me levanto e faço a minha parte. Enquanto esses absurdos acontecem, manchando nossa história, eu faço o bem. Porque não há corrente mais forte do que essa. Não há protesto mais alto do que não aceitar o pouco que nos é oferecido.

É assim que agem as entidades, é assim que agimos no nosso programa. Então, da próxima vez que você receber uma ligação pedindo ajuda, dê mais atenção. Ouça o que eles podem oferecer.

Se existe uma maneira de mudar o nosso país, é através da solidariedade.