Criança com roupa de criança

Criança deve usar roupa de criança! É a melhor fase da vida para usar todas as cores possíveis, fugindo de modismos da estação e sim, permitindo que a criança se sinta confortável no seu traje. É complicado diante da profusão de informações que elas recebem, mas há pais que ficam alucinados com algumas escolhas, outros se mantem firmes e dizem não.

Na Antiguidade as roupas infantis eram soltas e se adaptavam às exigências naturais do corpo. Por isso, trajes especiais para crianças não se faziam necessários. Durante a Idade Média, as crianças usavam botas e vestidos compridos e havia poucas diferenças entre as roupas masculinas e femininas. Mas, à medida que a moda vai ganhando complexidade, a imitação das roupas dos adultos virou uma regra geral. Já entre três e seis anos, meninos e meninas se vestiam como mini-adultos.

Em obras de arte da Idade Média e do Renascimento, crianças pequenas vestem roupas desconfortáveis, com golas franzidas, anquinhas, calções bufantes, mangas cheias de ornamentos, saias compridas e pesadas e até espartilhos. Também se exigia que os pequenos nobres usassem complementos como, sapato de salto alto e chapéu enfeitado com penas e flores. No século XVIII, o pequeno Mozart, aos sete anos dava concertos de peruca.

A liberação da roupa infantil começa no fim do século XVIII, graças, principalmente, às ideias revolucionárias do filósofo, sociólogo e pedagogo Jean-Jacques Rousseau, para quem a infância era um estado natural e com características próprias; logo a criança não devia ser encarada como um adulto imperfeito ou em tamanho reduzido.

Em seu livro Émile ou de l’éducation (Émile ou da educação), Rousseau defendia o conceito de que a educação é um processo espontâneo e sublinhava a necessidade de que a criança vivesse em contato com a natureza. Para tanto, era preciso alterar o seu modo de trajar. Este conselho continua útil até hoje, embora uma parte da indústria continue a mostrar o contrário.

As novas gerações não conheceram, mas nos anos 80, os programas infantis faziam sucesso. Eram apresentados por moças bonitas e sexys, que usavam roupas com forte apelo fetichista. Da boneca ao sapato, passando por maquiagem, cintos, colares e presilhas eram consumidos com voracidade. Foi um divisor de águas na história da moda para crianças no Brasil.

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